Confesso que adoro ouvir os oficiais da Guarda Nacional Republicana (GNR) relatar os factos de um acidente ocorrido num sítio qualquer do país. Dá a sensação que, a formação destes, passa, essencialmente, por confundir quem os ouve.
Exemplo fictício de um acidente de viação, relatado em linguagem para pessoas normais:
"Dois carros embateram um no outro, e provocaram um acidente ainda maior na Avenida da Liberdade. No total, estiveram envolvidos 13 carros. Não houve feridos, acho."
Reprodução fictícia do mesmo acidente, por um oficial da GNR:
"Vindo de Sul, um veículo embateu num outro veículo imobilizado pelo tráfego, o que, posteriormente, envolveu uma dúzia de veículos mais um. Não se registaram feridos entre os cidadãos envolvidos no sinistro, mas as entidades competentes nessa matéria saberão, melhor, elucidar sobre o ocorrido. Bloqueámos a via de circulação Sul-Norte, da Avenida da Liberdade, para que seja removido algum material dos veículos, que permaneceu na via pública. Esse mesmo material é, neste momento, o responsável pela obstrução do tráfego".
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Há 14 anos